Não falarei aqui de metodologias de gerenciamento de projetos como o PMI ou mesmo de desenvolvimento ágil como o Scrum, mas sim da necessidade que todos sentimos e não paramos para sanar isso.

Para explicar melhor sobre como se utilizar de bom senso em um planejamento e até mesmo gerenciamento de um projeto, vejamos o seguinte cenário.

Digamos que uma Empresa A foi contratada para desenvolver um sistema de ERP . A Empresa A fez a seguinte análise de acordo com o escopo definido pelo cliente.

Foi analisado que para desenvolvimento do projeto, deveria-se ter 2 profissionais, 1 programador Back-end e 1 programador front-end e 2 meses para ser finalizado.

Considerando que cada profissional trabalhe 8 horas por dia, seria gasto exatos: 8 horas x 5 dias x 8 semanas = 320 horas x 2 profissionais = 640 horas (ressalto que esses profissionais ficarão focados no projeto)

Analisando que a Empresa A tem um custo/hora de R$ 20 x 2 profissionais = R$ 40 e foi vendido pelo valor de R$ 60 a hora (ou seja, com R$ 20 de lucro)


A situação acima seria a mais adequada se:

  1. Foi delimitado um escopo de modo que todas as dúvidas tenham sido sanadas
  2. Seja feito um  documento de casos de uso ou mesmo uma Wiki com detalhes do projeto
  3. Não haja mudanças no escopo em que afete no prazo do projeto, causando com que o custo aumente e o lucro efetivamente diminua
  4. O escopo não mude devido à falha de entendimento do analista ou mesmo falta de comunicação
  5. Ocorra um bom gerenciamento do projeto com sistema de tarefas e ocorra comunicação entre os envolvidos no projeto


Na minha vivência em projetos, acredito que os pontos acima citados ocorrem muito para o lado negativo, onde é muito frequente o escopo mudar no meio do projeto, não foi analisado a necessidade dos recursos para desenvolvimento do projeto corretamente, dentre outros inúmeros casos. Fórmula mágica não há, mas há o bom senso e isso é o que deve-se ter muito no momento de se trazer um projeto para dentro de casa.